segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Em paz na orca
Num fim de tarde seco e quente
Em pleno outono inexistente
Onde as estações se confundem
Música e trânsito se encontram
Paisagem e lixo se misturam
Tudo se conecta num instante
Numa desarmonia interessante.
Bom é olhar com poesia
Bom é (so)rir com alegria
da simplicidade de uma árvore
revestida de concreto e madeira morta.
Bom é encarar com criatividade
a sempre imensa fila da Ponte Orca!
04.05.2010 17h50 voltando da usp...
Em pleno outono inexistente
Onde as estações se confundem
Música e trânsito se encontram
Paisagem e lixo se misturam
Tudo se conecta num instante
Numa desarmonia interessante.
Bom é olhar com poesia
Bom é (so)rir com alegria
da simplicidade de uma árvore
revestida de concreto e madeira morta.
Bom é encarar com criatividade
a sempre imensa fila da Ponte Orca!
04.05.2010 17h50 voltando da usp...
terça-feira, 30 de março de 2010
Alienação é a saída?
Pensando mais uma vez sobre a forma como as pessoas reagem aos atos políticos de lutadores contra as opressões, mais uma vez me ponho a perguntar: será que se eu fosse alienada as coisas seriam realmente mais fáceis?
Pois bem, farei aqui uma alegoria bem esdrúxula que esboça o porque acho que não. Ser estuprada após ter tomado um "boa noite cinderela" evita filhos, doenças ou traumas? A violência, embora não tenha sido percebida no exato momento, será sentida pelo resto da vida, ainda que não se tenha a mínima lembrança do que aconteceu no dado instante.
Atar os olhos, tampar os ouvidos, calar a boca, nada disso anula o existir. E existir é estar sujeito à interferências, desvios, esbarrões, tropeços, encontros e à necessidade de se posicionar.
E posicionar-se não é só ter um belo discurso. É ter coragem de tornar práticas as suas falas, de criar modos de expressar as coisas em que você diz que pensa e acredita. É ir pra rua, é berrar pro mundo, é tomar partido, é assinar um papel.
Lutar é ousar. E ousando e arriscando a gente vence. Nem sempre. Mas, se formos espertos e unidos, muitas vezes.
quarta-feira, 17 de março de 2010
A Epistemológica em Sherlocando uma tese....
O negócio na verdade é simples, como disse o Mario Prata....
Uma tese é uma tese
MARIO PRATAQuarta-feira, 7 de outubro de 1998 CADERNO 2
Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.
As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese. Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.
O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.
São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?
Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.
Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.
E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.
Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290. Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.
Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.
Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?
Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?
E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza. Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.
Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?
Pensando bem, até que não é uma má idéia!
Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?
Acho que seria uma tesão.
Copyright 1998 - O Estado de S. Paulo
terça-feira, 16 de março de 2010
Alguém vota em mim?
Eleições para respresentação discente do Mestrado em Educação da Umesp, olha eu aí me jogando de cabeça na sonhada democracia...
Candidata: Camilla Cabello
Acredito que é importante uma representação discente decente, coerente e focada em atender aos interesses dos estudantes do Mestrado para um caminhar acadêmico produtivo, objetivo (respeitando e considerando as subjetividades) e tranquilo para todos, dentro do possível.
Espero de alguma forma poder contribuir com o Programa de Mestrado neste sentido, buscando uma comunicação fluente e eficiente dos discentes com os docentes, com o programa e com a universidade.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A Epistemológica
Aqui está a personagem que eu criei depois da Oficina de Quadrinhos que fiz na Brinquedoteca da Pedagogia lá da Universidade Metodista.
De lá pra cá ela tem ilustrado meus cadernos satirizando o meu cotidiano acadêmico e pessoal. Publico aqui já advertindo para o fato de que os personagens que estrelam estes quadrinhos são fictícios e qualque semelhança com a realidade é mera coincidência.
De lá pra cá ela tem ilustrado meus cadernos satirizando o meu cotidiano acadêmico e pessoal. Publico aqui já advertindo para o fato de que os personagens que estrelam estes quadrinhos são fictícios e qualque semelhança com a realidade é mera coincidência.
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